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terça-feira, 16 de abril de 2013

Nossos maiores jogadores

Maiores Jogadores

Leônidas da Silva: Artilheiro da Copa do Mundo de 1938 com oito gols, foi contratado junto ao Flamengo, em 1942. Em sua chegada à cidade de São Paulo, foi recepcionado por cerca de dez mil pessoas na Estação da Luz. Conquistou pelo Tricolor cinco Campeonatos Paulistas na vitoriosa década de 40 (1943, 1945, 1946, 1948 e 1949).

Bauer: Filho de pai suiço, branco, e de mãe brasileira, negra, Bauer jogou 14 temporadas (1944 a 1957) com a camisa do São Paulo e ficou conhecido por ser o craque da famosa linha intermediária formada por "Rui, Bauer e Noronha". Assim como Leônidas, foi campeão de cinco Estaduais (1945, 1946, 1948, 1949 e 1953).

Canhoteiro: Atuou por dez temporadas (1952 a 1963) no clube do Morumbi. Ponta-esquerda extremamente habilidoso, chegou a ser comparado a Garrincha em razão das "entortadas" que costumava dar nos adversários. Idolatrado pelos são-paulinos, tinha inclusive um fã-clube de torcedores, algo incomum na época. Conquistou apenas um Paulistão com o São Paulo, em 1957.

Roberto Dias: É definitivamente um dos maiores ídolos da história. Foram 14 anos (1960 a 1973) defendendo o São Paulo e, mais do que isso, no maior período de seca de títulos do Tricolor. Com praticamente todo o dinheiro sendo investido na construção do Estádio do Morumbi - concluído em 1960 -, o clube não guardou recursos para reforçar o elenco durante a década de 60, período em que Dias "carregou o São Paulo nas costas". No entanto, todo o esforço dispendido no difícil período seria recompensado com o bicampeonato paulista de 70-71, no início da década seguinte.

Pedro Rocha: Foi o jogador uruguaio a dar o "pontapé" para um histórico de ilustres jogadores celestes que passaram pelo Morumbi. Octacampeão uruguaio, tricampeão da Libertadores e bicampeão mundial com o Peñarol, Rocha chegou ao São Paulo em 1970 e jogou até 1977. Camisa 10 genial, conquistou os Paulistas de 1971 e 1975. Ainda participou da campanha do Campeonato Brasileiro de 1977, primeiro da história do clube. Chegou a ser considerado por Pelé "um dos cinco melhores jogadores do mundo" na década de 60.

Darío Pereyra: Mais um da linhagem de uruguaios que se destacaram no Tricolor. Darío viveu momentos bem opostos no clube do Morumbi. Chegou em 1977 e, apesar de já participar da campanha vitoriosa no Brasileirão, não convenceu logo de cara. Jogando no meio de campo, posição a qual atuava no Nacional, do Uruguai, o "Deus da Raça" - como viria a ser chamado posteriormente - carregou a pressão de ser o "novo Pedro Rocha", além de conviver com uma série de lesões. A história começaria a ser mudar quando no ano de 1980, em uma partida contra a Ponte Preta, precisou ser recuado para a zaga e dali não saiu mais. Dotado de muita vontade e ao mesmo técnica, conquistou os Paulistas de 1980, 1981, 1985 e 1987 e também os Brasileiros de 1977 e 1986, neste último formando a maior dupla de zaga da história são-paulina ao lado de Oscar.

Serginho: Sérgio Bernardino, mais conhecido como Serginho Chulapa, é o maior artilheiro da história do São Paulo com 242 gols em 399 apresentações com a camisa tricolor. Não era habilidoso, mas seu posicionamento perfeito e oportunismo dentro da área o fizeram um dos maiores ídolos são-paulinos de todos os tempos. Dono de um comportamento explosivo, chegou a chutar em 1978 o bandeirinha Vandevaldo Rangel em razão de um gol anulado contra o Botafogo de Ribeirão Preto e ficou suspenso por 14 meses. No retorno, mais gols, somados a uma convocação para a Seleção Brasileira que disputou a Copa de 1982, na Espanha. Conquistou pelo São Paulo três Campeonatos Paulistas (1975, 1980 e 1981) e um Brasileiro (1977).

Careca: Contratado junto ao Guarani em 1983, chegou com a difícil tarefa de substituir o ídolo e goleador Serginho Chulapa. Depois de um começo difícil em razão de algumas lesões, passou a ser extremamente decisivo com seu faro de gol apurado. Em 1985, na equipe treinada pelo técnico Cilinho e chamada de "Menudos do Morumbi", foi campeão paulista com o Tricolor e terminou a competição como artilheiro, anotando 25 gols. Dois anos depois, marcaria o tento mais importante de sua carreira com a camisa são-paulina. Na decisão do Brasileirão de 1986 - mas disputada no início de 1987 - o São Paulo perdia para o Guarani por 3 a 2 a um minuto da prorrogação. Foi quando Careca acertou, justamente contra o seu ex-time, um "balaço" para deixar tudo igual no Brinco de Ouro da Princesa. Nos pênaltis, o Tricolor conquistaria o seu segundo título nacional. Depois do sucesso no Morumbi, foi contratado pelo Napoli (ITA), onde jogou ao lado de ninguém menos que Diego Armando Maradona.

Raí: É para muitos o maior jogador da história do São Paulo Futebol Clube. Irmão do corintiano Sócrates, chegou ao São Paulo em 1987 e levou algum tempo para deixar de ser apenas o "irmão do Doutor". Em 1990, com a chegada de Telê Santana, finalmente seu futebol despontou, dando início a uma série de grandes conquistas nacionais e internacionais. Em 1991, ganhou o Paulistão e o Brasileiro. Um ano depois, levantou a taça da Copa Libertadores, marcando o gol de empate no segundo jogo da final diante do Newell's Old Boys (ARG), no Morumbi, partida que fora decidida na disputa de pênaltis. No fim do ano, no Japão, anotou os dois gols (um de barriga e outro de falta) da vitória de virada sobre o Barcelona na final do Mundial. Em 1993, conquistaria o bicampeonato da Libertadores, desta vez contra a Universidad Católica (CHI), antes de se despedir do Tricolor em direção ao Paris Saint Germain, da França. Após cinco anos vitoriosos, ganhando também no clube francês o status de ídolo, retornou ao São Paulo para encerrar sua carreira. Logo em seu primeiro dia na volta ao Brasil, já vestiu o uniforme são-paulino e ajudou o São Paulo a ser campeão paulista diante do Corinthians, seu rival preferido, marcando um dos gols da vitória por 3 a 1, no Morumbi. Se aposentou do futebol em 2000, quando iniciou, ao lado do amigo e ex-jogador Leonardo, o projeto da Fundação Gol de Letra.

Rogério Ceni: Divide as opiniões de são-paulinos ao lado de Raí quanto ao posto de maior ídolo da história do São Paulo. Com praticamente uma vida inteira dedicada ao clube do Morumbi, conquistou todos praticamente todos os títulos que já disputou na vitoriosa carreira. Possui no currículo três Paulistas (1998, 2000 e 2005), um Rio-São Paulo (2001), uma Copa Conmebol (1994), uma Supercopa Libertadores (1993), uma Recopa Sul-Americana (1993), além de duas Libertadores (1993 e 2005) e dois Mundiais (1993 e 2005). É, além de ídolo tricolor, o maior goleiro artilheiro da história. Chegou à incrível marca de 100 gols marcados no dia 27 de março de 2011, em um clássico contra o Corinthians, quando anotou um gol de falta. Também atingiu outra incrível marca: a de 1000 jogos com a camisa do Tricolor, no dia 7 de setembro de 2011, em confronto com o Atlético-MG, no Morumbi, diante de mais de 60 mil torcedores. E a história continua a ser escrita.

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