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O São Paulo ainda sente muita saudade de Lucas. Sem o atacante, vendido
por 117 milhões de reais ao PSG, o time não se encontrou. Ney Franco
procura - e não encontra - um substituto para o jogador, que também
deixou lacuna enorme no coração dos torcedores. Mas a saudade é
recíproca. Em Paris, e muito bem tratado pelos franceses, o jogador
disse que acredita na classificação do Tricolor para as oitavas de final
da Taça Libertadores.
O time precisa vencer o Atlético-MG, melhor da competição até agora com
nove pontos a mais em apenas cinco rodadas, e ainda torcer para que o
Strongest não derrote o Arsenal. Se o jogo da Argentina terminar
empatado, o São Paulo ainda poderá ter de construir uma diferença de
pelo menos dois gols. Para piorar, o artilheiro Luis Fabiano e o melhor
jogador da equipe, Jadson, suspensos, não poderão jogar.
Mesmo com tantos fatores contrários, Lucas acredita. Segundo ele, apesar
do ótimo momento do Atlético-MG, e dos desfalques, o São Paulo tem
elenco e, principalmente, tradição suficientes no torneio para avançar.
Eles sabem como foi difícil se classificar para a Libertadores, então têm de se lembrar disso e darem o melhor em campo"
Lucas
- É uma situação muito complicada, mas dá pra ganhar. Eu acredito! Sem o
Luis Fabiano e o Jadson, que vive um grande momento, a parte mais
difícil vai ser vencer o Atlético, essa tem de ser a preocupação. O São
Paulo tem que deixar o jogo da Argentina para depois. Acho que lá vai
dar tudo certo, o Arsenal vai segurar o Strongest. Não é possível vencer
no Morumbi e não dar certo. O São Paulo tem elenco e tradição, e isso
conta - afirmou.
Lucas acompanha tudo que se passa com o Tricolor. Durante os dias de
crise mais intensa neste ano, perguntava ao seu estafe sobre as
divergências entre o técnico Ney Franco e os jogadores, os problemas a
que Luis Fabiano se referia nas entrevistas. Também há pessoas do clube
com quem ele mantém contato.
O volante Wellington era seu grande amigo no Morumbi. Já Rogério Ceni
era ídolo, e depois virou fã. Desde que Lucas foi vendido, no início do
segundo semestre do ano passado, o goleiro manifestou sua preocupação
com o futuro da equipe sem ele. O carinho era tanto que no pódio da Copa
Sul-Americana, após o título, Ceni colocou a faixa de capitão no braço
do atacante, que fazia sua despedida, e deixou que ele levantasse a
taça.
- Sempre falo com eles. O Rogério, o Wellington, o Milton Cruz. Quero
dizer que estou torcendo muito, acompanhando tudo de longe. Sempre falei
que eles sabem como foi difícil se classificar para a Libertadores.
Agora que eles estão disputando, têm de lembrar disso e darem o melhor
em campo - receitou.
Além do título da Sul-Americana, a quarta colocação no Campeonato
Brasileiro deu ao São Paulo o direito de disputar a primeira fase da
Libertadores, em que passou pelo Bolívar. No fim do ano passado, o
diretor de futebol Adalberto Baptista disse que a "cereja do bolo" das
contratações para 2013 seria o substituto de Lucas. O alvo era o chileno
Eduardo Vargas, mas o Grêmio levou a melhor. Nesta quarta-feira,
Douglas, mais uma vez, deverá fazer o papel que era do atacante pela
direita, já que Jadson está suspenso.




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